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Já
havia tido contato com o aeromodelismo em algumas oportunidades.
Acompanhei o primo da minha esposa em suas saídas para
voar aeromodelos glow. Achei interessante, pilotei um
pouco, mas nunca me empolguei. Tínhamos e ainda temos, eu, minha esposa e meus filhos o hábito de, nos finais de tarde aos domingos, subirmos ao Topo do Mundo para apreciar a paisagem e ver os “parapas” voando. Num destes domingos em agosto de 2007, assim que saí do carro, me chamou a atenção um pequeno objeto em delta que pairava sobre a rampa. Subi com a atenção naquilo e fui direto procurar quem estava pilotando. |
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Estava decidido, não tinha mais volta, tinha de comprar uma. Fui para casa com a asa na cabeça e chegando fui direto ao computador. Pesquisei no youtube e os primeiros vídeos que achei foram os do pessoal do “Asas de Combate” voando na Serra da Moeda. Judiação aquilo. Voos muito mais bonitos do que tinha visto horas antes, várias asas, acrobacias, passadas rápidas, vôos lentos sobre a cabeça, pousos na mão... Pesquisei em inglês e caí nos vídeos da turma que voa em Long Beach na Califórnia. Foi o tiro de misericórdia. |
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Primeiros vídeos pesquisados:
Long Beach 1 Long Beach 2 Long Beach 3
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Poucas semanas
depois já tinha comprado o rádio e encomendando duas asas.
Enquanto aguardava, fiz aulas num treinador Glow para me acostumar com
os comandos. |
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Me voltei então para a asinha elétrica que também deu um pouco de trabalho com a eletrônica e acabou sendo a minha escola: rápida e arisca com motor, tranqüila e com muita sustentação sem ele. Depois veio o cessninha elétrico para voar no Mineirão e fiquei um bom tempo longe do morro, pois ficava aqui em baixo marcando o vento, pensando que a condição de vento aqui em baixo , refletia a condição lá em cima. Subi poucas vezes neste período. |
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Um sábado amanheceu com muito vento e subimos para o Retiro. Neste dia tinha bastante gente, muitas asas, planadores termais, alguns elétricos de isopor e eu estava feliz voando minha zagui já por mais de uma hora. |
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A partir deste dia, o que era inicialmente só uma asinha pra relaxar no final de semana, virou uma paixão crescente. Hoje,
além da Zagui que não largo por nada, voo com um Spirit |
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O
objetivo agora é seguir com os escalas maiores e me aprofundar em voos
acrobáticos no estilo dos franceses, conhecido como VTPR ou
simplesmente Voltige.
Sinto
que é uma paixão sem limites, que vou seguir para o resto da minha
vida subindo o morro com meus planadores, com ou sem vento, pois além
do prazer do hobby em si, tenho a companhia da turma mais amigável,
prestativa e desinteressada que já conheci. |
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